Citamos no artigo anterior: “são necessários três elementos para a mudança: desejo – força fundamental no processo de mudança e melhoria pessoal; saber como provocar e produzir esta mudança e a construção da permissão em um nível inconsciente. Estas são as chaves para que a mudança ocorra de forma saudável e consiste. Permissão: esta é provavelmente a mais importante descoberta sobre processos de mudança pessoal dos últimos tempos”.

Quando falamos em mudança pessoal, estamos pensando nos resultados que desejamos para a nossa vida. Os resultados dependem das nossas escolhas e atitudes. Pergunta: como fazemos as escolhas que produzem os nossos comportamentos?

Ao nos basearmos no trabalho de Robert Dilts, hoje considerando o mais importante pesquisador e autor de mais de 20 livros sobre Programação Neurolinguística (PNL), disciplina que estuda o comportamento humano, citamos o seu trabalho sobre os Níveis Lógicos. Segundo Dilts, todo Comportamento acontece em determinado Ambiente. E este comportamento se dá em função de uma Capacidade desenvolvida através de experiências na vida. As pessoas se sentem motivadas e se permitem usar suas capacidades em função das Crenças. E as crenças que temos sobre a vida, saúde, família, amor, dinheiro, trabalho e etc. formam a nossa Identidade. Portanto,para que se possa ter determinado comportamento é necessário possuir a respectiva capacidade emocional e intelectual. E a força motivadora e que nos dá a permissão para acessarmos esta capacidade chama-se crença. Por exemplo, alguém que tem como missão dar uma palestra, por mais conhecedor do assunto, só conseguirá ter acesso a este conhecimento em seu cérebro para falar à platéia (comportamento) se estiver emocionalmente equilibrado (capacidade). Para esta pessoa sentir-se tranqüila e motivada precisará acreditar (crença) em si mesmo e na importância de sua fala. Como se pode observar é a crença que definirá um limite para o desempenho da pessoa. Uma crença limitante sobre sua capacidade ou sobre a importância da palestra, por exemplo, poderá fazer com que o palestrante sinta-se nervoso e, por conseqüência, incapaz de fazer o seu trabalho. O que definirá o resultado.

A próxima pergunta é: onde e quando formamos as nossas crenças? A maior influência recebida vem dos nossos pais ou as pessoas que nos criaram. Assim, se levarmos em conta que um adolescente – no Brasil – fica no mínimo até os 18 anos na casa dos pais compartilhando suas crenças e seus modelos de vida, temos mais de 100 mil horas de treinamento, de exposição às idéias e experiências dentro da família. Como diz Augusto Cury, psiquiatra, em seu livro “O código da Inteligência: “Estamos na era do treinamento, treina-se para praticar esportes, andar, dançar, calcular, escrever, contar histórias, encenar uma peça”. Enfim, para aprendermos algo se treina o maior tempo possível. Imagine um treinamento de mais 100 mil horas, o que é possível aprender?

As crenças podem muitas vezes se configurar na mais nefasta das prisões. Uma prisão mental que limita a nossa evolução, as mudanças que desejamos, enfim, a nossa felicidade. A próxima e mais importante pergunta é: qual é chave para nos libertamos desta prisão? Este é o assunto do próximo texto que encerra a série “Permissão para mudar, em três atos”.

Marcos Brasil Moraes, Master Trainer em PNL e Coach da Escola Livre para o
desenvolvimento humano. www.portalescolalivre.com.br